GOMES EANES DE ZURARA

GOMES EANES DE ZURARA

Chronicler

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Nasceu entre 1410 e 1420 e morreu entre 1473 e 1474, em local desconhecido.

Em 1451, encontramo-lo como cronista-mor da Torre do Tombo, cargo que desempenharia até vésperas da sua morte.

Poderemos estabelecer, no global das suas obras, duas áreas geográficas em que se verificou a intervenção portuguesa. A primeira área diz respeito à tomada de Ceuta, em 1415, ou seja, a fixação dos portugueses no norte de África. Assim, escreveu a Crónica da tomada de Ceuta (também conhecida por 3ª Parte da Crónica de D. João I) e as crónicas de D. Pedro de Menezes (primeiro governador de Ceuta) e de D. Duarte de Menezes, filho de D. Pedro de Menezes e capitão de Alcácer Ceguer.

A segunda área geográfica diz respeito ao avanço das navegações portuguesas exploratórias da costa ocidental africana e arquipélagos da Madeira e Açores. Para tal, escreveu a Crónica dos Feitos de Guiné (também conhecida por Crónica de Guiné), que, segundo a opinião de alguns autores, será uma refundição de duas obras suas, a Crónica dos Feitos de Guiné e um panegírico do Infante D. Henrique.

As suas Crónicas apresentam-se como panegíricos de algumas individualidades, príncipes ou cavaleiros, sendo um exaltamento dos feitos de uma aristocracia guerreira. A concepção da história de Zurara é cavaleiresca e providencialista, sendo praticamente omissa sobre os fenómenos colectivos que Fernão Lopes tão bem tinha descrito nos seus relatos. O estilo retórico e grandiloquente reforça a narrativa dos grandes feitos.

CAMPOS, Nuno / CARNEIRO, Isabel: O Padrão dos Descobrimentos – roteiro para visita de estudo, Coimbra, 1994

Saber mais: CHAM FCSH – UNL