Nova exposição “Na ponta dos dedos”

Nova exposição “Na ponta dos dedos”

08 de Julho 2018a30 de Setembro 2018

Exposição de Fotografia

8 de Julho |  30 de Setembro

 

As esculturas que rodeiam a caravela que o Padrão dos Descobrimentos representa, são de pedra e trabalhadas até ao mais ínfimo pormenor. E, cada pormenor que se imagina à distância, surpreende-nos na proximidade.

No Ano Europeu do Património Cultural, a segunda exposição anual do Padrão dos Descobrimentos destaca, através das fotografias de Luís Pavão, o trabalho de salvaguarda e proteção realizado no monumento imaginado pelo Arquiteto Cottinelli Telmo (1897-1948) e concretizado pelo Escultor Leopoldo de Almeida (1898-1975).

Ao longo de seis meses, entre Julho e Dezembro de 2016, o fotógrafo Luís Pavão registou os trabalhos de limpeza e de restauro do Padrão dos Descobrimentos. Desse registo, resultou um conjunto de fotografias de grandes planos dos protagonistas da Expansão Portuguesa. À distância de um braço, da perspetiva do andaime descobrem-se, na luz do dia filtrada pelas esteiras do andaime, ou na luz artificial das sessões noturnas, múltiplos detalhes.

As fotografias de Luís Pavão permitem-nos, assim, uma nova perceção das esculturas: nelas, numa intensa experiência visual e sensorial, vemos e sentimos todo o trabalho do artista, o detalhe, a textura da pedra, a aspereza das botas, o pormenor de narizes, bocas e olhos, o trabalho do cinzel do Escultor, o volume e a forma ao alcance dos nossos dedos.

Esta exposição é também oportunidade para conhecer melhor a história do Padrão dos Descobrimentos. Construído pela primeira vez em 1940, em gesso e argamassa, como parte do cenário da Exposição do Mundo Português, foi destruído pelo vendaval de Janeiro de 1941. Vinte anos volvidos, no contexto das Comemorações Henriquinas, volta a ser construído de acordo com os planos originais, agora com a orientação do Arquiteto António Pardal Monteiro (1928-2012), suportado por uma estrutura de betão armado da responsabilidade do Engenheiro Edgar Cardoso (1913-2000), e as esculturas de Leopoldo de Almeida em calcário de Sintra. A marcar a frente ribeirinha da cidade e em conjunto com a Rosa-dos-ventos que decora o terreiro fronteiro, o Padrão dos Descobrimentos continua a contar a sua história, as histórias da história da expansão portuguesa e a história dos homens representados nas suas esculturas.

As exposições do Padrão dos Descobrimentos são sempre acompanhadas por Visitas Conversadas e por Visitas Conversadas Acessíveis, com interpretação em Língua Gestual Portuguesa e com audiodescrição (em calendário a anunciar).

Para mais informações sobre visitas escreva-nos para info@padraodosdescobrimentos.pt

Estevão da Gama (1505-1575), no Padrão dos Descobrimentos. Foto de Luís Pavão