1940 – A Exposição do Mundo Português

1940 – A Exposição do Mundo Português

23 de Junho a 2 de Dezembro
A opção pela construção da Exposição do Mundo Português em Belém pretendia privilegiar a relação simbólica de Portugal com o rio Tejo, e mais especificamente com o local, de onde e desde o século XIV, partiam as embarcações para explorar mares e terras desconhecidos. O Mosteiro dos Jerónimos é usado como cenário, estendendo-se o espaço da exposição desde a Praça Afonso de Albuquerque até à Torre de Belém.

A exposição foi distribuída em torno da Praça do Império, espaço articulador dos pavilhões e das secções especiais tirando partido da relação com o rio Tejo e do cenário do Mosteiro dos Jerónimos.
De forma quadrangular e tendo como centro a “Fonte Monumental”, a praça era delimitada pelos principais pavilhões exposição; a oeste Pelo Pavilhão dos Portugueses no Mundo”, de Cottinelli Telmo (1897-1948), e a este pelo “Pavilhão da Honra e de Lisboa”, de Cristino da Silva (1896-1976), perpendiculares ao rio e separados do mesmo pela Avenida da Índia e via férrea.

A rematar a praça a Sul, encontrava-se o “Espelho de água”, de António Lino, e o monumento “Padrão dos Descobrimentos”, também da autoria de Cottinelli Telmo em colaboração com Leopoldo de Almeida (1898-1975), colocado sobre a doca de Belém em eixo axial com a praça. Como elemento simbólico foi incluído ainda a “Nau de Portugal”, recriação fantasiosa de um galeão português do século XVII-XVIII.

Imagens – Exposição do Mundo Português

© Arquivo Municipal de Lisboa
© Biblioteca de Arte – Fundação Calouste Gulbenkian; Exposição do Mundo Português; Colecção Estúdio Mário Novais e Horácio Novais

No ano de 1940 comemorou-se simultaneamente o 8º centenário da fundação da nacionalidade – 1140, data em que D. Afonso Henriques usou pela vez o título de Rei de Portugal, e comemoração do 3º centenário da restauração da independência, 1640.