D. AFONSO V

D. AFONSO V

Rei

Filho de D. Duarte, nasceu no ano de 1432, em Sintra, onde veio a morrer no ano de 1481.

Ao assumir o governo do Reino (1448), depois da regência de seu tio, o Infante D. Pedro, o D. Afonso V procedeu à ocupação de praças norte-africanas, pelo que ficou conhecido com o cognome de «Africano».

A sua política ultramarina teve duas vertentes. A primeira, consistiu no reforço da presença portuguesa no norte de África, através da conquista das praças de Alcácer Ceguer, em 1458, de Arzila e Tânger, no ano de 1471, e, mais tarde, de Larache, sendo as duas últimas tomadas sem o recurso a combates, por abandono da sua população.

A segunda vertente estava ligada ao avanço das navegações ao longo da costa ocidental africana. Desta forma, apoiou viagens que tinham a ver com o reconhecimento desta costa, progredindo desde o rio do Ouro até ao cabo de Santa Catarina, que Rui Teixeira atingiu em 1474.

Com a crise sucessória que se instalou em Castela, verificou-se a interrupção da política empreendida quanto à ocupação e exploração da costa africana. D. Afonso V pretenderia ligar os reinos de Portugal e Castela, o que o levou a imiscuir-se nos problemas dinásticos castelhanos. Para tal, casou-se, pela segunda vez, com a sua sobrinha, Joana a Beltraneja, ao mesmo tempo que previa, assim, poder evitar o acesso ao trono castelhano dos futuros Reis Católicos.

CAMPOS, Nuno / CARNEIRO, Isabel: O Padrão dos Descobrimentos – roteiro para visita de estudo, Coimbra, 1994

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