PÊRO DA COVILHÃ

PÊRO DA COVILHÃ

Viajante

Crê-se que tenha nascido na Covilhã, não se sabendo as datas do seu nascimento e da sua morte.

Viveu alguns anos em Sevilha, onde aprendeu o castelhano e o árabe, regressando, depois, a Portugal, fazendo parte das comitivas de D. Afonso V a Castela e a França.

Com a subida ao trono de D. João II, foram-lhe confiadas por este monarca missões de interesse político e económico a Castela e ao norte de África.

Em 1487, Pêro da Covilhã e Afonso de Paiva foram encarregues de «descobrir e saber do Preste João e onde acham a canela e as outras especiarias que daquelas partes iam a Veneza por terras de mouros», rumando para Oriente, pelas vias normais de comércio.

Partindo de Santarém, passaram por Valência, Barcelona, Nápoles e Rodes. Daqui, atravessando o Mediterrâneo em direcção a Alexandria, passaram pelo Cairo e o Suez, rumo a Adem, na Arábia.

Em Adem, Pêro da Covilhã e Afonso de Paiva separaram-se, combinando encontrar-se, mais tarde, no Cairo. Pêro da Covilhã foi para a Índia, onde visitou algumas cidades, assim como outras da Arábia, e viajou em navios árabes até Sofala, na costa moçambicana. Entretanto, Afonso de Paiva rumava para a Etiópia.

Nos finais de 1490, princípios de 1491, Pêro da Covilhã partiu para o Cairo para se encontrar com Afonso de Paiva, conforme o combinado. No Cairo, Pêro da Covilhã soube que o seu companheiro de missão morrera. Depois de remeter as informações obtidas sobre as navegações no Índico ao rei D. João II, através de dois emissários judeus, partiu para a Etiópia.

No reino etíope, as autoridades doaram-lhe domínios na Abissínia para governar, fixando-se ali definitivamente por imposição daquelas autoridades.

CAMPOS, Nuno / CARNEIRO, Isabel: O Padrão dos Descobrimentos – roteiro para visita de estudo, Coimbra, 1994

Saber mais: CHAM FCSH – UNL