BARTOLOMEU DIAS

BARTOLOMEU DIAS

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Não se sabe o local e o ano em que nasceu. Morreu em 1500.

Tornou-se conhecido como comandante da frota que dobrou o cabo das Tormentas, baptizado por D. João II, cabo da Boa Esperança.

A maioria dos escritores da época não faz referência a esta viagem ou, se a fazem é de forma muito evasiva. A excepção é João de Barros na sua Década I de Ásia. Por isso, esta sua obra e a carta geográfica de Henricus Martellus Germanus são as fontes essenciais para o estudo da viagem de Bartolomeu Dias.

Há dificuldade em determinar com exactidão as datas da sua expedição.

Pensa-se que partiu em Agosto de 1487 e regressou em Dezembro de 1488.

A importância deste feito foi provar ser possível ir à Índia por mar.

Depois do regresso ao Reino, sabe-se que, em 1494, era escudeiro da casa real, e que, mais tarde, foi nomeado almoxarife do armazém da Guiné, cargo que ocupa pelo menos até 25 de Fevereiro de 1497.

Acompanhou a armada de Vasco da Gama, em 1497, até parte da sua viagem, rumando depois para a região de São Jorge da Mina. Em meados do ano de 1499, encontramos Bartolomeu Dias em missão no Atlântico Sul.

Em 1500, fez parte da frota de Pedro Álvares Cabral para a Índia. Em terras de Vera cruz – Brasil -, «mandou o capitão [Pedro Álvares Cabral] a nicolao coelho e bertolameu diiaz que fossem em terra». No prosseguimento da viagem, esta armada, sofreu uma tempestade perto do cabo da Boa Esperança, em que se afundou, entre outras, a nau de que Bartolomeu Dias era capitão.

CAMPOS, Nuno / CARNEIRO, Isabel: O Padrão dos Descobrimentos – roteiro para visita de estudo, Coimbra, 1994